TÜV SÜD deixa de realizar certificação de barragens após desastre no Brasil

A alemã TÜV SÜD decidiu deixar o negócio de certificações sobre a segurança de barragens após o rompimento mortal de uma estrutura da mineradora Vale que matou mais de 240 pessoas em 25 janeiro, disse à Reuters o presidente-executivo da empresa.

A alemã TÜV SÜD decidiu deixar o negócio de certificações sobre a segurança de barragens após o rompimento mortal de uma estrutura da mineradora Vale que matou mais de 240 pessoas em 25 janeiro, disse à Reuters o presidente-executivo da empresa.

Um comitê do Senado pediu que o diretor financeiro e o ex-diretor presidente da Vale, além de outros executivos, fossem indiciados por homicídio com dolo eventual pelo desastre. Também pediu que a TÜV SÜD e a Vale fossem indiciadas.

Em maio, um tribunal brasileiro também congelou 60 milhões de reais (15 milhões de dólares) em ativos da TÜV SÜD para ajudar a pagar reparações às famílias afetadas.

A TÜV SÜD estimou um gasto de cerca de 75 milhões de euros em custos legais e outros relacionados ao desastre, de acordo com seu relatório anual.

A TÜV SÜD é uma das várias empresas independentes da TÜV que realizam uma série de inspeções industriais, incluindo em dutos e usinas de energia.

O desastre brasileiro não prejudicou a entrada de pedidos da TÜV SÜD, com as receitas de outros negócios permanecendo no mesmo nível de um ano antes, disse Stepken.

A barragem de Brumadinho que se rompeu foi construída pelo método de alteamento a montante, quando as paredes da estrutura são construídas sobre uma base de resíduos, em vez de em material externo ou em terra firme.

Barragens com esse tipo de tecnologia são consideradas mais perigosas, pois são mais suscetíveis a infiltrações sob a estrutura, o que autoridades acreditam que possa ter acontecido em Brumadinho.

Chile, Peru e outros países propensos a terremotos proibiram barragens a montante. O Brasil também proibiu, após o desastre da Vale, programando um cronograma para que as estruturas existentes saiam de operação e sejam totalmente eliminadas até 2027.

Fonte: Reuters

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